01
Ago 11
Por aipotu, às 00:29 | comentar

A confirmação foi dada pelo próprio presidente do Sporting, Godinho Lopes, que anunciou hoje que o clube de Alvalade está no mercado para a aquisição de uma nova equipa que possa lutar pelo título português na próxima época.

“Esta equipa afinal não cumpria os requisitos que a grandeza do Sporting exige”, anunciou, algo irritado, Luís Godinho Lopes. O recém-eleito presidente leonino afirmou ainda que Domingos deverá deixar o comando técnico verde e branco e que Paulo Futre irá ocupar a vaga de Carlos Freitas como director desportivo.
 

Logo de seguida, Paulo Futre anunciou estar em negociações com o Tibete para a aquisição do Dalai Lama daquela nação agora comandada por Pequim.

“Só um milagre pode salvar o Sporting. A outra hipótese era o clube ter um staff competente e dinheiro para investir numa equipa a sério que conseguisse, concentradíssima, lutar a sério pelo título. Como isso não é possível vamos contratar o Papa do Tibete”, referiu Futre, antes de mandar calar meia dúzia de sócios presentes na conferência de imprensa a perturbar o anúncio da nova ideia do antigo internacional português.


19
Mai 11
Por aipotu, às 12:25 | comentar

 



Dublin, na Irlanda. Porto e Braga. Na Colômbia, Brasil e Argentina. Foi assim que ontem duas equipas portuguesas conseguiram a proeza de estragar a inédita e tremendamente histórica final europeia a disputar por dois clubes portugueses.

 

No final do encontro – o Porto venceu a Liga Europa por 1-0 com golo do inevitável Falcão – os jogadores azuis e brancos protagonizaram os habituais festejos, próprios e justos a uma equipa que acabava de vencer uma competição europeia. O que se estranhou - e continua a fazer espécie um pouco por toda a imprensa ibérica e até alguma francesa - é que durante as celebrações de um jogo entre duas equipas portuguesas existissem, no relvado, bandeiras de tudo o que era País menos um: Portugal.

 

Dos 22 jogadores seleccionados para o 11 de cada equipa, existiam em campo 4 portugueses (Sílvio, pelo Braga, Moutinho, Varela e Rolando pelo Porto). Os restantes eram sul-americanos, africanos ou leste europeus. Bandeiras, no final do jogo e para festejar a vitória, eram várias: colombianas, brasileiras ou argentinas. E até uma de Cabo Verde, hasteada por Rolando, o tal que entrava na lista dos 4 portugueses em campo e que até joga pela selecção nacional portuguesa.

 

Portuguesas era como irlandeses na noite desportiva de Dublin. Zero.

 

Veja o vídeo com os festejos dos jogadores do Porto após final do encontro

 

 


18
Mai 11
Por aipotu, às 11:49 | comentar

 

Portugal já precisava de um novo reality show. O Último a Sair é a lufada de ar fresco de que carecíamos intensamente para esquecer as dores da crise e aquelas, menos suaves e mais periclitantes, a que somos sujeitos com as sucessivas intervenções públicas do “candidato José Sócrates”, principalmente quando é interpelado pelo sempre vigoroso Paulo Portas, que assina com a Troika mas recusa assumir-lhe o nome, optando pelo cor-de-rosinha triunvirato.

O Último a Sair mais não é do que um programa de cariz cómico, apresentado e representado por pessoas sem grande interesse intelectual e sem temas de igual intensidade introspectiva. Composto por alguns comediantes, um ou outro actor a sério e outros que representam sem o serem, o programa da RTP conta ainda com a participação de uma gorda – daquelas mesmo obesas – e algumas meninas semi-nuas e com conta aberta em clínicas de aumento de produção física. Para além disso, tem um palhaço. Declarada e literalmente. No programa, participa ainda Roberto Leal.

A única diferença entre este reality show e os demais, é que este goza com os restantes, ao passo que os restantes gozam, cada um, consigo mesmo.


Veja o vídeo do melhor momento da estreia do programa.



12
Mai 11
Por aipotu, às 02:44 | comentar
Em Portugal existe hoje uma espécie de desconfiança geral, política e nos políticos, mesmo antes desta actuar ou destes abrirem a boca. Os políticos não acreditam nos outros políticos, a Política toma medidas que não têm resultado, o eleitorado bate recordes de abstenção eleição após eleição e fomos o primeiro País a agraciar o FMI pela sua presença, sob pena de não conseguirmos gerir os nossos destinos de outra forma. É fácil bater na classe Política portuguesa actual. O estado a que chegou o Estado nem deixa, de facto, muita argumentação. Os próprios políticos não fazem muito para tentarem credibilizar a sua classe. O dia em que Sócrates anunciou publicamente as ligeiras medidas do “bom acordo” alcançado com a Troika internacional, ou o dia em que Passos Coelho acusou o Primeiro-Ministro cessante de ser “uma espécie de terrorista político” pouco ajudam. E são apenas dois exemplos. O mais grave de tudo isto é que, analisando o legado filosófico que a ainda curta República Portuguesa representa, os políticos que dela se sustentam existem para servir o povo. E era isso que os portugueses esperavam numa altura em que vivem a mais negra conjuntura financeira dos últimos 80 anos. Quando Passos Coelho ou Paulo Portas dizem que não governam com o PS e ao mesmo tempo os socialistas aparecem nas sondagens em empate técnico com o PSD, isso não só é preocupante como não serve os interesses do povo. Da mesma forma, quando Bloco de Esquerda e PCP decidem ficar de fora das negociações com a Troika mesmo sabendo que isso não impedirá a aprovação de um acordo, não servem pelo menos os interesses do seu eleitorado. O PS, por sua vez, também não estará a servir o País quando o seu líder e candidato a chefe do Executivo fala no tal “bom acordo”, sem explicar onde é que Portugal arranjará capacidade económica para crescer 5% ao ano (taxa de juro a pagar pelos 78 mil M€ de empréstimo) quando há cerca de uma década que não o faz. Básica e sucintamente continuam, os partidos, a pensar exclusivamente em votos sem colocarem o interesse nacional em primeiríssimo plano. Portugal neste momento não pode viver de medidas populistas, demagógicas ou eleitoralmente funcionais. É imperativo que haja união partidária entre as demais forças com assento parlamentar para que, eventualmente, se consiga desembarcar desta espécie de cruzeiro encalhado no cais. A política necessita não só de união como de credibilidade. A união depende dos políticos. A credibilidade do que eles fizerem. Portugal depende do que sair do meio destas duas premissas.

08
Jul 10
Por aipotu, às 01:25 | comentar

Tenho seguido com particular atenção as edições diárias, em papel, do New York Times. Admito que o faço mais por via das minhas necessidades e responsabilidades profissionais do que por via de um estímulo pessoal que me leve a ler o periódico norte-americano.

 

Recentemente tive uma discussão mais ou menos acesa com um amigo com quem tenho o prazer de trabalhar e privar. Falávamos sobre o facto de a mais recente edição dos Pullitzer, os prémios mais prestigiados e importantes na área de jornalismo em todo o Mundo, terem distinguido em grande escala o jornal nova iorquino e também o Washington Post.

 

Discutíamos não só o facto óbvio de serem dois jornais norte-americanos, mas também a capacidade financeira dos dois órgãos, que contam, per si, com numerosos repórteres nos quatro cantos do Mundo. Para além de muitos, os dois jornais têm alguns dos melhores e mais conceituados jornalistas da actualidade.

 

De facto, analisando assim, é fácil entender que recebam, praticamente todos os anos, vários Pullitzers. Mas entendo agora a verdadeira razão pela qual são dois periódicos tão conceituados e premiados.

 

O Post é um jornal mais virado para a “Real Politic” norte-americana. Os seus destaques de capa, pelo menos o principal, é quase sempre um assunto relacionado com as intervenções bélicas norte-americanas, sendo, naturalmente, destacados os casos do Iraque e Afeganistão.Quando assim não é, normalmente “as gordas” apresentam informação sobre os mais importante assuntos a tratar na Casa Branca.

 

Já o NY Times é um jornal que apresenta, diariamente, duas edições em papel pagas, a de Nova Iorque e a global. E é precisamente aqui, na edição global do NY Times, que encontro o verdadeiro jornalismo.

 

Eles não são os melhores porque alguém se lembrou de assim os considerar. Não. Eles são os melhores porque simplesmente fazem jornalismo. Dão as chamadas noticias de Estado, aquelas que afectam a vida de todos e que todos devem querer saber, mas executam na perfeição o papel de jornalismo de cidadania, aquele que tem o poder de alertar a sociedade perante os factos mais alarmantes. Sim, estamos a falar do jornalismo cada vez mais esquecido em Portugal.

 

Alguém ainda se lembra da tragédia do Haiti? Pois bem, o NY Times trazia ontem em manchete um alerta para o facto existirem ainda mais de seis milhões de desalojados que vivem em miséria extrema. Diz o Times de Nova Iorque que se fala muito em ajuda humanitária às vitimas mas que os dados não enganam.

 

Isto é um apenas um exemplo dos vários e vários assuntos semelhantes que o NY Times aborda diariamente. Merecem cada prémio. Eu, embora seja apenas jornalista residual actualmente, consigo encontrar nestas abordagens jornalísticas felicidade e orgulho por um dia ter optado por esta profissão.

 

Merecem todos os prémios.


07
Jun 10
Por aipotu, às 11:53 | comentar

A Lei portuguesa passou a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo desde o dia 7 de Junho de 2010. Nesse mesmo dia, pouco depois das 9:30 da manhã, Teresa Pires e Helena Paixão ficaram para a história como o primeiro casal homossexual a dar o nó em solo português.

 

Foi no Registo Civil de Lisboa, mais concretamente na 7ª Conservatória, que as duas mulheres, juntas há mais de 8 anos e com duas filhas de casamentos heterossexuais anteriores, deram o nó.

 

Se por um lado o Primeiro-Ministro, José Sócrates, elogiou aqueles que lutaram pelo casamento gay, afirmando à imprensa que a lei agora oficializada "estende a mão a todos e pretende reparar injustiças", por outro, a Igreja contrinua a condenar não só a autorização de Lisboa para que pessoas do mesmo sexo possam contrair matrimónio, bem como a Lei recente que legalizou o aborto em Portugal.

 

 

 


03
Jun 10
Por aipotu, às 01:34 | comentar

 

Manuel Alegre, citado pelo Diário Económico, afirma que Jóse Sócrates o apoia "com convicção" na sua recandidatura à presidência da República e diz mesmo, mais à frente, que "desta vez é para ganhar".

A triste afirmação de Alegre revela duas coisas: se desta vez é para ganhar, a anterior candidatura do poeta a Belém serviu apenas para obrigar os contribuintes a suportarem parte da sua campanha eleitoral e para chatear o PS.

Quanto à convicção que Alegre atribui ao apoio de José Sócrates, o até então convicto defensor da esquerda, o anti políticas de direita do actual Governo que decidiu romper contra o seu próprio partido, por via da sua veemente discondância com as políticas praticas pelo Executivo, parece disposto a esquecer tudo isso, pois o que importa, diz Alegre, é o apoio socialista sem o qual, à esquerda, "é muito difícil ganhar eleições".

O País está pior. As políticas socialistas que Alegre atacava à direita são hoje praticadas tal como anterior legislatura. Qui-ça, até em duplicado. Afinal Alegre, o auto proclamado homem de Abril, mais não é que um político desta coisa instaurada por via da força. O ser humano é sedento de poder, esta-lhe nos genes, e Alegre não resistiu à tentação de olhar de frente para os votos em massa do vasto eleitorado socialista.

Se há matéria a merecer respeito na República são as convicções, os homens de palavra. Digo a Republica pois a Republica portuguesa conseguiu já, em tão pouco tempo, arrasar por completo com a confiança do povo nos seus governantes. Há poucos políticos íntegros e esses merecem respeito.

Estou tão próximo do comunismo quanto um peixe do deserto quente. Todavia, analisando a história da efemere República a praticar em Portugal, estou tentado a pelo menos respeitar os seus partidários. Álvaro Cunhal foi dos poucos republicanos portugueses de quem sempre se ouviram as mesmas palavras. Concorde-se ou não, a verdade é que Cunhal deu a cara e defendeu sempre, criteriosamente, aquilo em que acreditava. Recentemente, possivelmente demais, partiu deste Mundo outro comunista de quem sempre se ouviram sem receios as verdades em que acreditava. Ao caso, Saldanha Sanches.

 

"Não posso envolver-me numa campanha eleitoral se nao estiver de acordo com o programa político nem com as políticas" - Manuel Alegre, em entrevista à TSF em 2008


 

 

 

BdR


17
Mai 10
Por aipotu, às 00:32 | comentar | ver comentários (1)

(Para ler ao som da música que segue em baixo...)

 

Olá Vida, como estás?

 

Suave. Como uma bruma periclitante, que passa sem se fazer sentir, mas que sente em tudo o que toca.

 

Estás assim tão mal?

 

Se mal estou pior não posso ficar. Fico com a mágoa de quem sofre sem esperança de melhorar.

 

Às vezes a vida é assim Vida. Umas vezes sorrimos sem saber que no momento seguinte podemos estar para chorar.

 

Sabes viajante... a vida ensina-nos a sentir os momentos, mesmo aqueles em que só queremos sucumbir de nós próprios.

 

Não entendo vida...

 

É simples. Sempre que a vida de diz que é vida, ignoramos, como se de nada de importante se tratasse. Mas quando ela verdadeiramente mostra o que é a vida é que tu damos valor a tudo o que ela te tentava mostrar.

 

Vida, está a querer parecer-me que finalmente estás pronta para a vida.

 

Sim viajante, ainda vou demorar a aprender a viver. Mas agora sei o que é a vida.

 

Apesar de te ver a sofrer, fico feliz por ti Vida. Não te deixes perder.

 

Vai viajante, que eu fico, fico a contemplar a vida e a felicidade que agora aprendi a observar. Um dia serei eu a vida.

 

 


18
Mar 10
Por aipotu, às 12:44 | comentar

Serve como mero exemplo ilustrativo mas é, ainda assim, interessante de analisar. Teria Ana Free a hipótese de vingar no mundo da música caso a Internet não existisse?

 


08
Abr 09
Por aipotu, às 18:20 | comentar | ver comentários (3)

Decidiu lançar-se aqui um inquérito que visa apurar qual o favorito dos portugueses entre Ronaldo e Mourinho. É um assunto de interesse público, que levanta sérias dúvidas, e hoje em dia é quase como a velha questão para um milhão de dólares: O melhor James Bond de sempre é Sean Connery ou Roger Moore? Em Portugal também temos direito a uma questão destas por isso, e sem querer ofender o grande Connery e o grande Moore, vamos analisar e decidir qual o melhor entre os dois maiores ícones portugueses depois de Paula Bobone e Lili Caneças. Em suma: Gosta mais de Ronaldo ou José Mourinho? Analise e comente.

 
O poliglota Mourinho fala cada vez melhor italiano. Digo poliglota porque José Mourinho já falava inglês antes do italiano e português antes do inglês. Antes disto tudo já tinha até escrito a Bíblia e o Corão. Portanto já falava e escrevia em aramaico e árabe e isto numa época em que eram quase todos analfabetos. Já Cristiano, postos de lado os analfabetismos, fala apenas uma língua próxima ao português mas tem, no entanto, a seu favor o facto de ser único falante desse idioma.
Mourinho é considerado o “Especial”, Ronaldo venceu o prémio de melhor do Mundo. Mourinho tem um nome normal e Ronaldo chama-se Cristiano Ronaldo. Ronaldo bronzeia-se todos os dias em casa, Mourinho herdou a cor árabe dos tempos em que ensinava os persas a chamarem-lhe Alá. Mourinho veste Armani e Ronaldo Armani Style. Mourinho é Doutor, Ronaldo em princípio sabe ler.
Está periclitante na resposta? Vamos então continuar
José Mourinho precisou apenas de um dia em Itália para aprender a falar italiano. Cristiano mora há seis anos em Manchester e ainda não consegue uma frase em inglês. Mourinho ataca a “prostituição intelectual” e Ronaldo, mais diplomata e educado, convida algumas partidárias do movimento para jantar.
Ainda não tem a certeza do seu favorito?
Quando fala, Ronaldo diz sempre que pensa que há algo em que pensando chega à conclusão que teve um pensamento que originou o acto de pensar. Quando não diz que pensa que, Ronaldo consegue formular a frase “Quero trabalhar para ser o melhor do Mundo”. Mais do que isso também já não sabe. Mesmo para se alimentar é por gestos. Mourinho despreza ser o melhor do Mundo porque o especial não se define. Basicamente Mourinho não precisa provar nada. É tudo uma questão de fé.
Para se ter uma noção de importância social, Mourinho ainda agora enviou o seu mais fiel empregado, de seu nome Bento XVI, a África, como a missão de encontrar talentos para o seu Inter de Milão. Ronaldo o mais que consegue é levar uma menina de profissão duvidosa chamada Nereida a Palma de Maiorca. Ronaldo investe na carreira artística das irmãs, ora na música -”Obrigada Mano”, por Ronalda – ora na moda, com a sua irmã mais velha a criar uma marca de roupa. Mourinho não cria negócios para a família mas sim negócios de família. O santuário da sua prima Fátima, por exemplo, é agora gerido pela sua mulher.
Está finalmente elucidado? Então qual é o seu favorito?
BdR.
 
 

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