30
Jan 09
publicado por aipotu, às 01:24link do post | comentar | ver comentários (1)

O milagre da vida é existir. Respirar, suspirar, partilhar ou sorrir. A vida é a mais generosa forma de ser, a indubitável forma de querer.

Existe porque é vida, com todas as suas formas de parecer, existe e é...
É o ser que dá para ser, ser algo que só ela pode oferecer.
Vê-se, respira-se; Aqui, ali, mais à frente; nos problemas, nas fraquezas, nos sorrisos, alegrias... e tudo porque simplesmente é vida.
Apresenta-se, esconde-se, por vezes até se coloca em questão. Depois surge a sorrir, jubila-se novamente, mas volta, para mostar que gosta de viver.
Não é nada, é tudo. Simboliza periclitante, resplandecente e depois gris. 
Mas mesmo quando cai é vida. Até que nasce outra vez...
 
BdR.
 

28
Jan 09
publicado por aipotu, às 22:51link do post | comentar | ver comentários (1)

Não vou explicitar aqui a história nem a vida de Salgueiro Maia. Não possuo sequer conhecimento suficiente para tal. O objectivo deste texto é apenas o de destacar a determinação, coragem e generosidade de um homem que jamais vacilou na luta por um país melhor para todos.

 

Quando penso em Salgueiro Maia, nomeadamente na luta deste para fazer cair o Regime Totalitário em prol da liberdade, surge-me de imediato a frase “Em Portugal ainda há pelo menos um português”, proferida pela personagem D. Manuel Coutinho na obra “Frei Luis de Sousa”, de Almeida Garrett.

Maia foi, porventura, o principal responsável pelo 25 de Abril de 74 e é, curiosamente, dos nomes menos lembrados.
O capitão de Abril é a personificação do herói dos tempos modernos. A sua grandeza patriótica deveria ser mais vezes recordada como fonte de inspiração. A sua causa chamava-se Portugal.
 
“Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui”, Fernando José Salgueiro Maia.
 
 

BdR.

 

Biografia de Salgueiro Maia

 

De Napoleão a Salgueiro Maia - EXPRESSO TV


27
Jan 09
publicado por aipotu, às 22:15link do post | comentar | ver comentários (3)

Tentei ao máximo evitar, neste “blog”, tocar em assuntos mais concretos ligados ao jornalismo. Não foi possível uma vez que, depois de uma conversa mais formal, era inevitável fazê-lo.

 
O jornalismo apresenta-se hoje, em tempos difíceis que podem levar a mudanças estruturais históricas, como uma das valências mais importantes na luta pela liberdade e justiça social em qualquer nação que se assuma, ou queira assumir, como democrática.
Não é possível existir democracia sem que primeiro exista uma divulgação permanente de informação livre e sobre os mais diversos assuntos. O contrário confunde-se rápida e avassaladoramente com manipulação por quem de direito e, uma vez que o ser humano se sente bem com o poder, a manipulação leva a um controlo geral, a um monopólio ditatorial.
No fundo o jornalismo é hoje o expoente máximo do pensamento do filósofo germânico Emmanuel Kant: “Pensa por ti mesmo, só assim serás livre”. Imagine-se agora uma sociedade sem jornalismo e os parágrafos acima estão mais que justificados através da Teoria do Iluminismo.
É verdade que os órgãos de Comunicação Social, regra geral, são na actualidade controlados por grupos com interesses diversos que, de algum modo, tentam influenciar a opinião pública, destacando os pontos positivos dos seus domínios, salvaguardando sempre aquilo que lhes interessa.
Aqui entramos na questão da ética e deontologia; Cabe aos profissionais lutar pela sua profissão e pela livre e correcta circulação dos conteúdos que divulgam e cabe ainda, aos cidadãos, participar activamente na sociedade, aproveitando as características próprias do jornalismo, para que, sozinhos, possam formar opiniões que contribuam positivamente para o exercício diário da democracia.
A ligação de boa parte da comunicação social a grupos económicos, tem criado por vezes o sentimento de que o jornalismo é apenas um exercício que visa proteger interesses monetários através da manipulação das massas.
Bons e maus profissionais existem em todas as áreas. Logo, não se deve acreditar piamente em tudo o que se lê, vê e/ou ouve na Comunicação Social; É preciso confirmar os assuntos e ganhar confiança nas publicações dos profissionais que todos os dias circulam nos diversos meios. Este exercício só se consegue através da filtragem resultante da prática e contacto diários com a informação. O grande problema é que, no caso português, o único que aqui se destaca, tal exercício é poucas vezes praticado, ficando a sociedade à mercê das ditas elites. 
De facto, custa a acreditar que uma Nação que há mais de V séculos teve “open mind” suficiente para se aventurar na procura de novas terras, na tentativa de expandir os seus horizontes e retirar novas aprendizagens do contacto com outras culturas, seja hoje uma das mais estagnadas e menos interventivas em termos globais.
Não vale a pena continuar à espera do regresso de “el rei”, até porque o nevoeiro já provou que ele não vai voltar.
 
BdR.
 
 
 

26
Jan 09
publicado por aipotu, às 23:43link do post | comentar | ver comentários (2)

Parece que a comunicação social portuguesa decidiu finalmente parar de emitir notícias acerca de Cristiano Ronaldo e do prémio relativo ao título de melhor jogador de futebol do Mundo, distinção que a FIFA lhe atribuiu.

 

Se por um lado os portugueses agradecem a gentileza, por outro devem estar deveras enfadados com os assuntos que vieram agora substituir "O melhor jogador do Mundo". Mesmos os mais tradicionais já suplicam pelo regresso de "CR7" e pedem a este que traga consigo Luís Felipe Scolari.

Ronaldo ao menos não engana: Não é grande orador mas também não tem, pelo menos que se saiba, nenhuma ambição em vir a ser engenheiro (e se há pessoa com dinheiro para passar com distinção no inglês técnico é ele). No fundo, só lhe pagam para jogar futebol; falar é um bónus e ele ainda por cima tenta fazê-lo.

Vistas as coisas, talvez fosse propícia a criação de uma espécie de “Nós por Cá”, versão “Nós por Manchester”, onde Mário Crespo dava lugar a Julia Pinheiro e Conceição Lino era substituída na apresentação por Paula Bobone. Cristiano falava, Bobone emendava e Júlia Pinheiro ensinava o público a bater palmas enquanto anunciava o número de telefone do passatempo “Os segredos de Cristiano”.

Se ainda assim as audiências não fossem as melhores colocava-se Manuel Luis Goucha a entrevistar LiLi Caneças em directo, Claudio Ramos a emitir sons parecidos com palavras e Carlos Queiróz a tentar explicar, em 20 programas, como é que conseguiu empatar contra dez albaneses.

Para convidados musicais teríamos José Castelo Branco e as criancinhas que foram à final do programa “Uma Canção Para Ti”. Para Manchester, junto com a equipa do “Nós por Manchester”, poderia ainda seguir viagem Paulo Portas. Não para entrar no programa, mas para garantir que estava longe o suficiente para não conseguir atormentar a vida aos comerciantes das feiras e mercados portugueses durante a campanha eleitorial. Depois das legislativas Portas podia até voltar, mas só se fizesse questão.

José Eduardo Moniz fica o recado: Já tratei de registar o formato deste programa. Caso a TVI o queira utilizar terei de ser financeiramente recompensado.

 

BdR.

 


publicado por aipotu, às 00:27link do post | comentar | ver comentários (1)

A propósito do processo de avaliação dos professores lembrei-me da música "Bué de Baldas", lançada em 1994 pelos Despe e Siga. Quem serão agora os “Bué de Baldas”, a ministra da Educação ou os professores? Fica o vídeo. Há mais da banda no Youtube.

 

 

Dos Peste & Sida aos Despe e Siga

Criada em 1986 por João San Payo (baixo), Luís Varatojo (guitarra), Raposo (bateria) e, mais tarde, Nuno Rafael, a banda Peste & Sida passou a actuar com o nome Despe e Siga a partir de 1991.

A ideia era tocar versões de bandas estrangeiras e cantá-las dentro do mesmo ritmo mas em português.

O primeiro albúm, “Despe e Siga”, chegou às lojas em 1994 e incluía no alinhamento versões como “Festa” (versão original dos Pogues, “Fiesta”), “Bule Bule” (versão para “Woolie Buly”, já dos tempos dos Peste & Sida) e “Bué de Baldas” (Inspirado em “Baggy Trousers” dos “Madness”).

Até 1996 os Despe e Siga mantiveram-se unidos, contudo, depois dessa data a banda começou a sofrer algumas transformações. A partir de 2001 foi totalmente remodelada.

 

BdR.

Fonte biográfica: Megafm.pt

 


25
Jan 09
publicado por aipotu, às 07:52link do post | comentar | ver comentários (4)

A crise financeira, o défice do País, ou mesmo a questão do “timing” do arranque do TGV em Portugal, têm estado, pela primeira vez desde há várias semanas, em segundo plano nas preferências editorias da comunicação social nacional.

Nem mesmo os assuntos relacionados com a tomada de posse de Obama nos Estados Unidos têm conseguido afastar da ribalta “O Caso Freeport” e as suas eventuais ligações menos lícitas ao nome do Primeiro-Ministro José Sócrates, ao tempo ministro do Ambiente de António Guterres.

Uma boa teoria da conspiração poderia levar a pensar que “O Caso Freeport” era um trunfo que a oposição a São Bento tinha guardado na manga e que agora tornara público na tentativa de inverter a tendência das "sondagens legislativas", que dão a vitória a Sócrates, ainda que sem maioria absoluta.

Mais maquiavélico ainda seria pensar que o próprio Primeiro-Ministro, também ele candidato a São Bento para novo mandato, tivesse decicido, em conjunto com o seu staff, avançar com o escândalo com o propósito de anestesiar os portugueses em relação a questões como a taxa de desemprego (a tal taxa que, há quatro anos, Sócrates prometera reduzir significativamente, criando os já míticos 150 mil postos de emprego), aumento da dívida pública e o financiamento aos bancos, que tardam em cumprir o ultimato de Teixeira dos Santos, ao não facilitarem o acesso ao crédito às empresas que, desesperadamente, tentam não entrar em bancarrota.

Se assim fosse, Sócrates apareceria no fim publicamente ilibado de qualquer acusação, recuperando a confiança dos portugueses e, consequentemente, a maioria absoluta que as sondagens lhe retiram.

Claro que tudo isto só seria possível se os políticos portugueses não fossem exemplos de ética e conduta profissionais a copiar pelas melhores democracias, de Havana a Pyongyang. O facto de “O Caso Freeport” estalar numa altura em que existem tantas coisas inconvenientes  por justificar ao eleitorado é, evidentemente, mera coincidência temporal.

Ainda assim, a PJ parece estar a fazer, e bem, o seu trabalho. Daqui por dez anos os tribunais tomam uma decisão.

BdR.

 

 

 


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