03
Jun 10
publicado por aipotu, às 01:34link do post | comentar

 

Manuel Alegre, citado pelo Diário Económico, afirma que Jóse Sócrates o apoia "com convicção" na sua recandidatura à presidência da República e diz mesmo, mais à frente, que "desta vez é para ganhar".

A triste afirmação de Alegre revela duas coisas: se desta vez é para ganhar, a anterior candidatura do poeta a Belém serviu apenas para obrigar os contribuintes a suportarem parte da sua campanha eleitoral e para chatear o PS.

Quanto à convicção que Alegre atribui ao apoio de José Sócrates, o até então convicto defensor da esquerda, o anti políticas de direita do actual Governo que decidiu romper contra o seu próprio partido, por via da sua veemente discondância com as políticas praticas pelo Executivo, parece disposto a esquecer tudo isso, pois o que importa, diz Alegre, é o apoio socialista sem o qual, à esquerda, "é muito difícil ganhar eleições".

O País está pior. As políticas socialistas que Alegre atacava à direita são hoje praticadas tal como anterior legislatura. Qui-ça, até em duplicado. Afinal Alegre, o auto proclamado homem de Abril, mais não é que um político desta coisa instaurada por via da força. O ser humano é sedento de poder, esta-lhe nos genes, e Alegre não resistiu à tentação de olhar de frente para os votos em massa do vasto eleitorado socialista.

Se há matéria a merecer respeito na República são as convicções, os homens de palavra. Digo a Republica pois a Republica portuguesa conseguiu já, em tão pouco tempo, arrasar por completo com a confiança do povo nos seus governantes. Há poucos políticos íntegros e esses merecem respeito.

Estou tão próximo do comunismo quanto um peixe do deserto quente. Todavia, analisando a história da efemere República a praticar em Portugal, estou tentado a pelo menos respeitar os seus partidários. Álvaro Cunhal foi dos poucos republicanos portugueses de quem sempre se ouviram as mesmas palavras. Concorde-se ou não, a verdade é que Cunhal deu a cara e defendeu sempre, criteriosamente, aquilo em que acreditava. Recentemente, possivelmente demais, partiu deste Mundo outro comunista de quem sempre se ouviram sem receios as verdades em que acreditava. Ao caso, Saldanha Sanches.

 

"Não posso envolver-me numa campanha eleitoral se nao estiver de acordo com o programa político nem com as políticas" - Manuel Alegre, em entrevista à TSF em 2008


 

 

 

BdR


17
Mai 10
publicado por aipotu, às 00:32link do post | comentar | ver comentários (1)

(Para ler ao som da música que segue em baixo...)

 

Olá Vida, como estás?

 

Suave. Como uma bruma periclitante, que passa sem se fazer sentir, mas que sente em tudo o que toca.

 

Estás assim tão mal?

 

Se mal estou pior não posso ficar. Fico com a mágoa de quem sofre sem esperança de melhorar.

 

Às vezes a vida é assim Vida. Umas vezes sorrimos sem saber que no momento seguinte podemos estar para chorar.

 

Sabes viajante... a vida ensina-nos a sentir os momentos, mesmo aqueles em que só queremos sucumbir de nós próprios.

 

Não entendo vida...

 

É simples. Sempre que a vida de diz que é vida, ignoramos, como se de nada de importante se tratasse. Mas quando ela verdadeiramente mostra o que é a vida é que tu damos valor a tudo o que ela te tentava mostrar.

 

Vida, está a querer parecer-me que finalmente estás pronta para a vida.

 

Sim viajante, ainda vou demorar a aprender a viver. Mas agora sei o que é a vida.

 

Apesar de te ver a sofrer, fico feliz por ti Vida. Não te deixes perder.

 

Vai viajante, que eu fico, fico a contemplar a vida e a felicidade que agora aprendi a observar. Um dia serei eu a vida.

 

 


18
Mar 10
publicado por aipotu, às 12:44link do post | comentar

Serve como mero exemplo ilustrativo mas é, ainda assim, interessante de analisar. Teria Ana Free a hipótese de vingar no mundo da música caso a Internet não existisse?

 


08
Abr 09
publicado por aipotu, às 18:20link do post | comentar | ver comentários (3)

Decidiu lançar-se aqui um inquérito que visa apurar qual o favorito dos portugueses entre Ronaldo e Mourinho. É um assunto de interesse público, que levanta sérias dúvidas, e hoje em dia é quase como a velha questão para um milhão de dólares: O melhor James Bond de sempre é Sean Connery ou Roger Moore? Em Portugal também temos direito a uma questão destas por isso, e sem querer ofender o grande Connery e o grande Moore, vamos analisar e decidir qual o melhor entre os dois maiores ícones portugueses depois de Paula Bobone e Lili Caneças. Em suma: Gosta mais de Ronaldo ou José Mourinho? Analise e comente.

 
O poliglota Mourinho fala cada vez melhor italiano. Digo poliglota porque José Mourinho já falava inglês antes do italiano e português antes do inglês. Antes disto tudo já tinha até escrito a Bíblia e o Corão. Portanto já falava e escrevia em aramaico e árabe e isto numa época em que eram quase todos analfabetos. Já Cristiano, postos de lado os analfabetismos, fala apenas uma língua próxima ao português mas tem, no entanto, a seu favor o facto de ser único falante desse idioma.
Mourinho é considerado o “Especial”, Ronaldo venceu o prémio de melhor do Mundo. Mourinho tem um nome normal e Ronaldo chama-se Cristiano Ronaldo. Ronaldo bronzeia-se todos os dias em casa, Mourinho herdou a cor árabe dos tempos em que ensinava os persas a chamarem-lhe Alá. Mourinho veste Armani e Ronaldo Armani Style. Mourinho é Doutor, Ronaldo em princípio sabe ler.
Está periclitante na resposta? Vamos então continuar
José Mourinho precisou apenas de um dia em Itália para aprender a falar italiano. Cristiano mora há seis anos em Manchester e ainda não consegue uma frase em inglês. Mourinho ataca a “prostituição intelectual” e Ronaldo, mais diplomata e educado, convida algumas partidárias do movimento para jantar.
Ainda não tem a certeza do seu favorito?
Quando fala, Ronaldo diz sempre que pensa que há algo em que pensando chega à conclusão que teve um pensamento que originou o acto de pensar. Quando não diz que pensa que, Ronaldo consegue formular a frase “Quero trabalhar para ser o melhor do Mundo”. Mais do que isso também já não sabe. Mesmo para se alimentar é por gestos. Mourinho despreza ser o melhor do Mundo porque o especial não se define. Basicamente Mourinho não precisa provar nada. É tudo uma questão de fé.
Para se ter uma noção de importância social, Mourinho ainda agora enviou o seu mais fiel empregado, de seu nome Bento XVI, a África, como a missão de encontrar talentos para o seu Inter de Milão. Ronaldo o mais que consegue é levar uma menina de profissão duvidosa chamada Nereida a Palma de Maiorca. Ronaldo investe na carreira artística das irmãs, ora na música -”Obrigada Mano”, por Ronalda – ora na moda, com a sua irmã mais velha a criar uma marca de roupa. Mourinho não cria negócios para a família mas sim negócios de família. O santuário da sua prima Fátima, por exemplo, é agora gerido pela sua mulher.
Está finalmente elucidado? Então qual é o seu favorito?
BdR.
 
 

03
Mar 09
publicado por aipotu, às 22:52link do post | comentar | ver comentários (1)

Escrevo na próxima edição do "Semanário", publicada dia 6 de Março, acerca do rescaldo da Cimeira Europeia, nomeadamente das medidas estipuladas pelos principais líderes europeus na luta contra a crise. Hoje mesmo, horas antes da publicação deste texto, falei do assunto na Rádio Renascença.

Digo isto apenas porque nos dois e diferentes trabalhos, não me adientei muito, ao contrário de outros, acerca da não presença de José Sócrates na reunião em causa, por considerar a falta do mesmo menos importante que as medidas tomadas e por não considerar os media o sítio mais apropriado para debater as opções do Primeiro-Ministro quando isso não é a Notícia, numa reunião europeia onde se discutiram temas deveras importantes como o apelo da UE ao fim do proteccionismo ou as medidas que visam combater os offshores.

Trata-se de uma cimeira onde ficaram "acordadas" numerosas medidas verdadeiramente plausíveis no combate à crise financeira mundial. O colóquio europeu tratou assuntos que podem mesmo vir a ser decisivos no combate às diferenças sociais que a crise económica ajudou a aumentar ainda mais. A reunião pode mesmo constituir desde já a luz ao fundo do túnel para a retoma económica a médio prazo. Enquanto os socialistas se reuniam em Espinho, a UE aglomerava pensamentos positivos e decidia reformas que visam aniquilar os paraísos fiscais, impedir o protecionismo de mercados em nações como a França, ou ter muita sensatez antes de garantir fundos de salvação aos novos Estados-membros de Leste que entraram, recentemente, na União.

Para a próxima Cimeira Primavera os líderes decidiram debater formas de garantir o emprego ou soluções de crédito bancário justas a pequenas e médias empresas. Ao contrário de outras, são promessas em que vale a pena acreditar depois de garantido o saldo extremamente positivo do encontro de Domingo.

 

BdR.

 

20
Fev 09
publicado por aipotu, às 12:40link do post | comentar | ver comentários (1)

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, mostrou-se deveras indignado com o “Spot” utilizado pela RTP 1 que visava promover a entrevista que cedeu na quinta-feira a Judite de Sousa naquele canal.

 
Basicamente a televisão pública nacional utilizou a célebre expressão de Santos Silva “gosto de malhar na direita” e colocou tal áudio por baixo de um discurso do dirigente socialista na Assembleia da Republica. O ministro diz que disse aquilo num debate interno do PS e que, portanto, os telespectadores (eleitorado para Santos Silva) foram induzidos em erro.
 
Santos Silva exige um pedido de desculpas formal da RTP e chegou a dizer que a televisão violou o Código de Ética do jornalismo. Não vou comentar. Venho apenas congratular-me pois acabo de confirmar que a minha teoria estava correcta.
Escrevi aqui que, em altura de legislativas, Sócrates podia ter interesses em que o “Caso Freeport” fosse divulgado, pois enquanto os portugueses andarem distraídos com isso, ninguém se lembra dos 150 mil postos de trabalho prometidos pelo Primeiro-Ministro, promessa não cumprida, ou outros assuntos como o aumento do défice e diminuição do nível de vida nacional (Ver mais abaixo o texto “O Caso freeport as legislativas e o País”).
Ora Santos Silva acaba de fazer o mesmo: Lamenta-se na televisão, em horário nobre, e lá vai distraindo os portugueses com o folclore do PS. Os assuntos importantes que interessam aos socialistas omitir ficam assim mesmo, omitidos.  

BdR.


10
Fev 09
publicado por aipotu, às 10:41link do post | comentar | ver comentários (2)

Gostava de dar os parabéns à RTP, nomeadamente ao sítio na Internet da RTP1 que, uma semana depois de aqui ter sido publicado o texto “O caso Freeport, as legislativas e o País”, decidiu avançar no seu Blog com um texto semelhante, congratulando-se por ser pioneira na temática.

 

É só para que conste que não foram, as datas não enganam e, pelo menos aqui, saiu um texto sobre o assunto uma semana antes. Mas enfim era só um aparte até porque este “post” é sobre o Chelsea e o despedimento de Scolari.

 
Gosto de Roman Abramovich, o presidente e dono do Chelsea. No último ano decidiu despedir um treinador que, em três anos, ganhara três vezes o título. Como se não bastasse despedir José Mourinho, ainda lhe pagou 25 milhões de euros para que ele fosse ser campeão para outra freguesia.
 
Depois disso despediu o senhor Avram Grant, que lutou pelo título até à última jornada e foi finalista vencido da Liga dos Campeões, isto tudo numa recuperação alucinante da equipa em cerca de 4 meses.
 
Não contente, por motivos de uma elevada capacidade de gestão de Abramovich e, pelos visto, de todo o seu staff administrativo, foi contratado Luís Felipe Scolari para treinador principal da equipa.
Era o que já se esperava… Às tantas a proeza foi ter conseguido durar até Fevereiro. Agora são 17 milhões de indemnização para ao brasileiro, que tinha contrato por mais três anos.
Fica só uma sugestão o dono do Chelsea: Se não tem a certeza se a coisa vai correr bem, porque é que não dá aos novos treinadores que contrata, vínculos de apenas um ano? Assim, se os despedir paga quase nada, se correr bem renova-lhes o contrato no final da época.
É que já começa a ser ridículo ver tanta gente a enriquecer sem trabalhar. Se é uma questão de solidariedade então faça como o Robin Hood e distribua por todos. Caso contrário pare lá com isso se fizer favor.
BdR.
 

30
Jan 09
publicado por aipotu, às 01:24link do post | comentar | ver comentários (1)

O milagre da vida é existir. Respirar, suspirar, partilhar ou sorrir. A vida é a mais generosa forma de ser, a indubitável forma de querer.

Existe porque é vida, com todas as suas formas de parecer, existe e é...
É o ser que dá para ser, ser algo que só ela pode oferecer.
Vê-se, respira-se; Aqui, ali, mais à frente; nos problemas, nas fraquezas, nos sorrisos, alegrias... e tudo porque simplesmente é vida.
Apresenta-se, esconde-se, por vezes até se coloca em questão. Depois surge a sorrir, jubila-se novamente, mas volta, para mostar que gosta de viver.
Não é nada, é tudo. Simboliza periclitante, resplandecente e depois gris. 
Mas mesmo quando cai é vida. Até que nasce outra vez...
 
BdR.
 

28
Jan 09
publicado por aipotu, às 22:51link do post | comentar | ver comentários (1)

Não vou explicitar aqui a história nem a vida de Salgueiro Maia. Não possuo sequer conhecimento suficiente para tal. O objectivo deste texto é apenas o de destacar a determinação, coragem e generosidade de um homem que jamais vacilou na luta por um país melhor para todos.

 

Quando penso em Salgueiro Maia, nomeadamente na luta deste para fazer cair o Regime Totalitário em prol da liberdade, surge-me de imediato a frase “Em Portugal ainda há pelo menos um português”, proferida pela personagem D. Manuel Coutinho na obra “Frei Luis de Sousa”, de Almeida Garrett.

Maia foi, porventura, o principal responsável pelo 25 de Abril de 74 e é, curiosamente, dos nomes menos lembrados.
O capitão de Abril é a personificação do herói dos tempos modernos. A sua grandeza patriótica deveria ser mais vezes recordada como fonte de inspiração. A sua causa chamava-se Portugal.
 
“Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui”, Fernando José Salgueiro Maia.
 
 

BdR.

 

Biografia de Salgueiro Maia

 

De Napoleão a Salgueiro Maia - EXPRESSO TV


27
Jan 09
publicado por aipotu, às 22:15link do post | comentar | ver comentários (3)

Tentei ao máximo evitar, neste “blog”, tocar em assuntos mais concretos ligados ao jornalismo. Não foi possível uma vez que, depois de uma conversa mais formal, era inevitável fazê-lo.

 
O jornalismo apresenta-se hoje, em tempos difíceis que podem levar a mudanças estruturais históricas, como uma das valências mais importantes na luta pela liberdade e justiça social em qualquer nação que se assuma, ou queira assumir, como democrática.
Não é possível existir democracia sem que primeiro exista uma divulgação permanente de informação livre e sobre os mais diversos assuntos. O contrário confunde-se rápida e avassaladoramente com manipulação por quem de direito e, uma vez que o ser humano se sente bem com o poder, a manipulação leva a um controlo geral, a um monopólio ditatorial.
No fundo o jornalismo é hoje o expoente máximo do pensamento do filósofo germânico Emmanuel Kant: “Pensa por ti mesmo, só assim serás livre”. Imagine-se agora uma sociedade sem jornalismo e os parágrafos acima estão mais que justificados através da Teoria do Iluminismo.
É verdade que os órgãos de Comunicação Social, regra geral, são na actualidade controlados por grupos com interesses diversos que, de algum modo, tentam influenciar a opinião pública, destacando os pontos positivos dos seus domínios, salvaguardando sempre aquilo que lhes interessa.
Aqui entramos na questão da ética e deontologia; Cabe aos profissionais lutar pela sua profissão e pela livre e correcta circulação dos conteúdos que divulgam e cabe ainda, aos cidadãos, participar activamente na sociedade, aproveitando as características próprias do jornalismo, para que, sozinhos, possam formar opiniões que contribuam positivamente para o exercício diário da democracia.
A ligação de boa parte da comunicação social a grupos económicos, tem criado por vezes o sentimento de que o jornalismo é apenas um exercício que visa proteger interesses monetários através da manipulação das massas.
Bons e maus profissionais existem em todas as áreas. Logo, não se deve acreditar piamente em tudo o que se lê, vê e/ou ouve na Comunicação Social; É preciso confirmar os assuntos e ganhar confiança nas publicações dos profissionais que todos os dias circulam nos diversos meios. Este exercício só se consegue através da filtragem resultante da prática e contacto diários com a informação. O grande problema é que, no caso português, o único que aqui se destaca, tal exercício é poucas vezes praticado, ficando a sociedade à mercê das ditas elites. 
De facto, custa a acreditar que uma Nação que há mais de V séculos teve “open mind” suficiente para se aventurar na procura de novas terras, na tentativa de expandir os seus horizontes e retirar novas aprendizagens do contacto com outras culturas, seja hoje uma das mais estagnadas e menos interventivas em termos globais.
Não vale a pena continuar à espera do regresso de “el rei”, até porque o nevoeiro já provou que ele não vai voltar.
 
BdR.
 
 
 

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